Oi! Me chamo Maria Flávia e esse é um exercício pessoal, uma exposição da minha própria vida…
Às vezes parece que cada estação da minha jornada é definida por palavras-chave. E de repente, tudo ao meu redor tem a ver com esse assunto (ou pelo menos a minha mente cria essa conexão).
De um jeito ou de outro, a palavra da vez é vulnerabilidade. Recentemente ouvi um podcast sobre o risco da vulnerabilidade e comecei a pensar seriamente sobre a minha própria vida.
Em algum momento você já pensou sobre a diferença entre transparência e vulnerabilidade?
Eu confesso que sempre achei que fossem sinônimos: se sou transparente, sou vulnerável… e vice-versa.
No entanto, a transparência tem a ver com a ideia de permitir que alguém veja a minha vida. Se sou transparente permito apenas isso: que “vejam” a minha vida.
Mas eu me pergunto se de fato veem a verdade. Será que na maioria das vezes não somos transparentes de um jeito maquiado, meio polido? Sim, somos transparentes… mas até um determinado ponto. Até o lugar que ainda me deixe seguro com o outro, que não me faça parecer tão má, tão fraca, tão corrompida. Fazemos as coisas de um jeito que pareça que somos melhores do que realmente somos, de um jeito que fica fácil de controlar o que o outro pensa a meu respeito. Amenizamos, justificamos ou aumentamos as histórias de acordo com o nosso próprio interesse. E podemos montar esse bolo com recheio de falsa modéstia e cobertura sabor espiritualidade. Assim podemos escolher o limite de transparência como quem escolhe o look do dia e seguimos a nossa vida de maneira que não nos dê dor de cabeça e não nos coloque em risco.
Mas afinal, o que exatamente se perde quando optamos ser vulneráveis em vez de apenas transparentes? Quais são esses tais riscos?
Risco é igual a oportunidade. Oportunidade de viver níveis mais profundos nos relacionamentos.
Quando não nos sujeitamos ou não desenvolvemos a vulnerabilidade, é como se perdêssemos algo mais. Nos limitamos. Em última análise, não experimentamos a plenitude da vida.
Sim, a vulnerabilidade é sinônimo de rendição, entrega e renúncia. Sejamos bem honestos… a vulnerabilidade é intimidadora e em muitos casos, apavorante. É puro risco de ser surpreendida ou machucada. É permitir acesso total à minha vida, sem garantias. No entanto… é igualmente libertadora.
E por ser libertadora, não posso hesitar em ser mais vulnerável com as pessoas que me amam e querem o meu bem… Começando com o próprio Deus.
Preciso também aprender a ser uma pessoa mais confiável para que outros possam ser vulneráveis comigo. O que é tão (ou mais) difícil do que apenas ‘ser’ vulnerável.
Até que eu experimente o absoluto desconforto ao me abrir com as poucas pessoas que verdadeiramente se importam comigo, acredito que estou realmente perdendo algo especial.
Um dos principais e maiores inimigos da vulnerabilidade é o medo. Ele muitas vezes me faz desejar parecer perfeita, assim mantenho uma boa imagem. Aliás, todo mundo, de alguma maneira e em alguma situação da vida já deve ter se sentido pressionado a “ser perfeito” de algum jeito.
Mais isso pode frequentemente nos conduzir ao medo. Medo de não sermos suficientes, medo de sermos rejeitados, de não sermos completamente aceitos e amados. E isso nos faz alimentar essa tendência de perfeccionismo dentro de nós que só reforça o desejo em gerenciar uma imagem… a NOSSA PRÓPRIA IMAGEM.
Esse anseio por me tornar uma gerente de marca da minha própria imagem é um dos principais vilões da verdadeira vulnerabilidade, plenitude e liberdade de ser quem eu realmente sou, perante os homens e perante Deus… não importando as circunstâncias, não importando os riscos.
Eu nunca tive tanta certeza de que a vulnerabilidade é o tipo de risco que vale a pena ser vivido.

Maria Flávia Aquino

Deus abençoe

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